Pois que para um blogue que se diz de conversas é de admirar que fique um ano inteiro sem elas. Percebi que o meu estava ao abandono quando meses depois venho ao blogger e quase que não conseguia fazer um post (e sim, também pode ter a ver com as minhas limitações), já não lhe reconhecia o aspecto, já havia todo um mar de escolhas infindáveis que desconhecia.
Não vou dizer que estive muito ocupada (não sendo mentira, não serve de desculpa) e nem sequer que senti a falta deste espaço mas o contrário também não aconteceu.
Não consigo desfazer-me do aqui há conversa mesmo que não me identifique com algumas das coisas que escrevi no principio, mesmo que não me reconheça na maneira de escrever, mesmo que algumas fotografias e imagens tenham desaparecido e ele esteja assim a modos que despido, nú e crú, real.
Ainda me consegue arrancar um sorriso, despertar saudades, memórias, confidências. E é principalmente por isso que um ano depois volto aqui, mais capaz e com vontade (assim o espero) para retomar a escrita, com mais histórias para contar.
O último ano absorveu muito de mim, quis saboreá-lo, reflectir sobre ele. Há muitas personagens, situações para partilhar e assim sendo (não querendo correr o risco de adormecerem com este discurso saudoso) vemos-nos em breve, no sítio do costume.
Sem borrachas, sem filtros, tal e qual como a vida é.
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10.3.11
14.2.10
27.8.09
Férias Parte I
A primeira dose das minhas férias acabou. Ainda não aterrei por completo. Um dos primeiros passos era reintegrar-me na blogosfera com este post. Já a seguir vou visitar os vossos cantinhos e deixar comentários.Antes de ir de férias também não tinha tempo para aqui vir. Trabalha-se, tem-se ideias, projectos, corte&costura e acidentes de percurso.
As férias foram boas, com muito peixe e sol à mistura. A II parte das férias acontece, se nada houver em contrário, nos primeiros meses do próximo ano. Agora vamos esperar, trabalhar muito e rápido para que elas cheguem porque o destino promete!
Por aqui vão surgir mais conversas, novidades e histórias de vida! Agora que voltei podem ficar descansados que tão cedo não me vou embora!
Até amanhã :)
30.6.09
Uma enorme perda para a dança
1940 - 2009
Estas mortes repentinas e inesperadas estão a dar cabo de mim.
Esta foi o culminar de todas.
O ano passado tive a oportunidade de ir vê-la e infelizmente, por motivos profissionais, não pude ir.
Comentei muitas vezes que podia ser a primeira e a última oportunidade de ver a coreógrafa de Café Muller. No fundo sentia que nunca iria ver este ícone da dança.
Estou muito triste por isso e por ela.
Mais pormenores aqui
3.6.09
24.5.09
Música das últimas 24 horas
Não me sai da cabeça esta música da Viviane - Confidências da minha rua
Bom começo de semana.
6.5.09
Do bairro para o mundo: OqueStrada
Há sete anos que viajam de estrada em estrada para contarem um segredo, o maior do nosso país.
Com os pés numa tasca e o coração no mundo provaram que é possível contornar o circuito de mercado de forma autónoma e inovadora.
Filhos do espectáculo, do teatro de rua, foi nos subúrbios que encontraram o mote para a sua sonoridade.
Os Oquestrada lançaram, finalmente, o seu 1º Albúm de originais: uma viagem aos bailinhos de verão de outrora e a um Portugal mais genuíno.
Venham daí descobrir o segredo desta orquestra.
Com os pés numa tasca e o coração no mundo provaram que é possível contornar o circuito de mercado de forma autónoma e inovadora.
Filhos do espectáculo, do teatro de rua, foi nos subúrbios que encontraram o mote para a sua sonoridade.
Os Oquestrada lançaram, finalmente, o seu 1º Albúm de originais: uma viagem aos bailinhos de verão de outrora e a um Portugal mais genuíno.
Venham daí descobrir o segredo desta orquestra.
Mais informações sobre os Oquestrada:
http://www.oquestrada.com/
www.myspace.com/oquestrada
A história da contrabacia
Agradecimentos:
Eric Michel
Gonçalo Ladeira
Jean Marc Dercle
Marta Mateus
Mónica Moitas
19.3.09
Inspirador
A reportagem será uma arte.Quando os jornais acabarem. Quando os livros se tornarem pesados e sujos. Quando as imagens forem realmente instantâneas.Quando só na ficção as cenas forem apaixonantes, as personagens complexas, os diálogos profundos e o enredo portador de consolo, de estranhamento e de sentido. Quando o mundo for virtual e o medium, de facto, a mensagem. Quando só a mentira for uma boa história.Quando não precisarmos de intermediários, a informação nos chegar em estado bruto e os acontecimentos se narrarem a si próprios, em directo e em exclusivo.Quando cada voz for uma língua e se fizer ouvir, em pirâmide invertida, com a mesma intensidade de sirene insuportável e neutra, e a do jornalista se confundir com a do funcionário, do político, do polícia e do soldado.Quando já não houver poetas a quem nada do que é humano é alheio, jornalistas cujo sexto sentido é o pensamento e textos tão bem escritos que parecem ficção.Quando o fundo for fátuo, efémero, movediço e fútil, e a realidade um meio hostil em que não podemos imergir sem suster a respiração e contar os minutos.Quando já não houver tempo.Quando ninguém se lembrar, nem quiser ouvir o que temos para dizer, e apenas nos deixarem dizer o que todos querem ouvir. Quando só muito baixo pudermos falar mais alto.Então a reportagem será uma arte.
Paulo Moura.
Enquanto não tenho tempo para vos deixar aqui algumas palavras ou histórias, deixo-vos este manifesto que também partilho.
8.3.09
Mulher tão frágil quanto Poderosa

[ Tela a óleo de Dalia Condis]
Porque, hoje e sempre, é importante homenagear as mulheres que fizeram a história do mundo, tive o atrevimento de dar voz ao perfil de uma Grande Mulher. Descubram quem é esta força da natureza.
Uma mulher comum a tantas outras e igual a ela própria.
5.3.09
Uma vida ao ritmo do amor
O amor não escolhe idades. Essa é uma verdade de que nos fala D.Dores, a idosa mais velha daquele lar. Tem 105 anos. - “Vou fazer 106 no dia 28 de Maio”.
A pele é branca e lisa. É muito vaidosa, bem disposta e vivida.
- “Passeava muito, muito, em Lisboa. Vi óperas, museus. Os meus maridos explicavam-me tudo”.
Teve uma vida amorosa diversificada e com luxos.“Fui casada duas vezes”, conta-nos ela; e não se ficou pelos amores da sua terra, Évora.
Assim que foi viver para a residência, D. Dores, arranjou um namorado. Voltou a sentir o amor.
- “Era o Humberto, era meu companheiro da mesa, comíamos sempre os dois, gostava muito dele, partia a comida para ele porque ele não conseguia, e eu dava-lhe, era a minha companha" .
D. Dores não deixou herdeiros e também não se consegue lembrar o que fazia para nunca os ter tido. Diz-se pelos corredores que por ser uma mulher muito avançada para a época mandava vir pílulas da América. Uma versão que a própria contou quando estava mais lúcida.
- "Apesar de brincar muito com o meu marido, nunca tive filhos”, mas segundo D.Dores “não tinha de os ter”. “Queria era passear e experimentar os vestidos que o meu marido, que era alfaiate, me fazia”.
A vida digna de uma verdadeira rainha não ficava por aqui.
- “Não trabalhava, nem o serviço da minha casa fazia! Tinha uma mulher para me fazer o serviço todas as semanas”.
Na residência todos sabem que adora cantar. E eu testei-lhe o potencial. A idade já não permitia grandes afinações mas pareceu-me que em tempos podia ter sido um talento promissor.
D.Dores viveu sempre ao ritmo do amor. Um marido aqui, outro acolá e até na última fase da sua vida um namorado que foi à sua frente.
Do seu trono fica a lembrança dos amores que lhe preencheram a vida.
- “Fui muito estimada pelos meus maridos, eram santos homens!”.
- “Passeava muito, muito, em Lisboa. Vi óperas, museus. Os meus maridos explicavam-me tudo”.
Teve uma vida amorosa diversificada e com luxos.“Fui casada duas vezes”, conta-nos ela; e não se ficou pelos amores da sua terra, Évora.
Assim que foi viver para a residência, D. Dores, arranjou um namorado. Voltou a sentir o amor.
- “Era o Humberto, era meu companheiro da mesa, comíamos sempre os dois, gostava muito dele, partia a comida para ele porque ele não conseguia, e eu dava-lhe, era a minha companha" .
D. Dores não deixou herdeiros e também não se consegue lembrar o que fazia para nunca os ter tido. Diz-se pelos corredores que por ser uma mulher muito avançada para a época mandava vir pílulas da América. Uma versão que a própria contou quando estava mais lúcida.
- "Apesar de brincar muito com o meu marido, nunca tive filhos”, mas segundo D.Dores “não tinha de os ter”. “Queria era passear e experimentar os vestidos que o meu marido, que era alfaiate, me fazia”.
A vida digna de uma verdadeira rainha não ficava por aqui.
- “Não trabalhava, nem o serviço da minha casa fazia! Tinha uma mulher para me fazer o serviço todas as semanas”.
Na residência todos sabem que adora cantar. E eu testei-lhe o potencial. A idade já não permitia grandes afinações mas pareceu-me que em tempos podia ter sido um talento promissor.
D.Dores viveu sempre ao ritmo do amor. Um marido aqui, outro acolá e até na última fase da sua vida um namorado que foi à sua frente.
Do seu trono fica a lembrança dos amores que lhe preencheram a vida.
- “Fui muito estimada pelos meus maridos, eram santos homens!”.
* Soube hoje que a D. Dores já faleceu.
** Excertos da nossa conversa em 2007.
27.2.09
Lusitana Paixão

Já imaginaram o que seria ouvir cantar o fado com um sotaque oriental? Se vocês acham que o fado só é português oiçam a história de Kumiko Tsumori ou em japonês, beleza eterna.
Obrigado ao Velho Pateo de Santana em Lisboa.
Á Kumiko.
5.2.09
And the Oscar goes to ...
17.12.08
Friday Night
Vou a este blogue, passo a publicidade, que me diverte imenso, e que para além disso ainda consegue deixar em mim uma espectacular sensação de 'friday night'. Então assim que começa a música já estou a sorrir e à medida que avança, estou a abanar o corpo frenéticamente como se estivesse no auge da minha noite, mas afinal, estou só em frente a um computador e com muitas saudades de uma bela noite de verão que tenha como banda sonora esta música, apenas esta.
Obrigado AS, és o maior.
12.12.08
Se cresceste nos anos 90 ...
- Ainda te lembras de quando valia a pena acordar cedo para ver desenhos animados;
- Sabes de cor a música de pelo menos 4 canções da Disney;
- Fazias aquelas coisinhas de papel para ver com quem é que te ias casar os "quantos queres? " ;
- Cantavas as musicas das Spice Girls, mas não sabias bem o que é que estavas a dizer;
- Sabias que a Power Ranger cor de rosa e o verde ainda iam acabar juntos;
- Não perdias um episódio do Dragon Ball;
- Tiveste, pelo menos, um Tamagotchi;
- Sabias as músicas dos Onda Choc de cor "ele é o reiii, eiii, eiii...";
- Ainda és do tempo em que a Anabela cantava "quando cai a noite na cidadeee...";
- Brincavas aos Polly Poquet!
- Ainda te lembras da coreografia da Macarena;
- Gritavas "Olhós namorados, primos e casados!";
- Choraste quando o Mufasa morreu e, se for preciso, voltas a chorar se voltares a ver o filme outra vez;
- Tururururu Inspector Gadget Tururututu!;
- Ainda te lembras de ver a tua mãe ou a tua avó a chorar a ver o 'Ponto de encontro';
- 500 escudos dava para tanta coisa!
- "Bem-vindos ao mundo encantado dos brinquedos, onde há reis, princesas, dragões!"
- Todas as tuas decisões importantes eram feitas com um "pim-pu-ne-ta"
- "Velho" queria dizer qualquer pessoa acima dos 17 anos;
- Conhecias pelo menos uma pessoa que tinha daqueles ténis com luzinhas!
- Quando ias ao cabeleireiro, a tua mãe dizia-te que ficavas linda de "poupa";
- Querias sempre um Push-pop e a tua mãe nunca te queria dar porque ficavas todo a colar!
- Levaste pelo menos um sermão por teres colado o teu 'pega-monstros' ao tecto da cozinha;
- Trocavas tazzos e matutolas;
- Vias o Zig-Zag, e o Buereré;
- Vias o Riscos, no canal 2, e sentias-te muito mais crescida;
- Achavas piada ao "quarto-escuro";
- Respondias aos insultos com "quem diz é quem é!!" ;
- Lembras-te de ver os Simpsons e de não perceberes porque é que, sendo desenhos animados, não tinham graça nenhuma;
- Viste o Rei Leão, e os 101 dálmatas.
5.12.08
E que boa é a sensação de ...
me apaixonar denovo por um tema, voltar a fervilhar com as entrevistas, conhecer pessoas interessantes, ser bem recebida em novas culturas ... e agora é esperar que a sensação dure o fim-de-semana todo prolongado e inspirar-me para escrever, escrever, escrever ...
30.11.08
27.11.08
8 sonhos a cumprir
Ora, como eu até sou uma mulher de desafios, decidi aceitar a proposta do Telmo, que é meu leitor e eu nem sabia, porque ele nunca tinha conversado por aqui. Então, passo a explicar as regras:
- Dar a conhecer o regulamento;
- Partilhar convosco 8 dos meus sonhos;
- Escolher oito pessoas para responder ao desafio;
- Deixar um comentário à pessoa que nos desafiou;
- Avisar os oito que vão desafiar.
E agora os sonhos...
- Ser jornalista/ repórter;
- Viajar pelo mundo durante um ano;
- Escrever um livro;
- Ficar contigo;
- Saber dançar muito bem (o suficiente para deixar alguem de queixo caído);
- Saúde para mim e para os meus;
- Ser artesã;
- Muita Coragem para vencer as adversidades da vida.
E deixo o desafio a todos os meus leitores que sentirem vontade de responder
Um bem haja a todos.
4.11.08
Tenho Sede
Sempre tive. Lembra-me a minha mãe que quando eu era pequenina chorava porque queria aprender a ler. Entrei na primária, empenhada, e três meses depois lia e escrevia correctamente, como se sempre o soubesse fazer. Passei dias a fio na companhia de um livro. Comprava muitos, lia ainda mais, numa tarde, numa hora, devorava-os como se fosse a melhor prenda do meu dia.
Hoje não tenho espaço para tê-los. São tantos os livros, os autores e os temas que já passaram pelos meus olhos, que invadiram a minha alma, que preencheram os meus dias, que aguçaram a minha curiosidade.
Não tenho dúvidas de que muito daquilo que hoje sei foi graças ao amor que sempre tive pela leitura e pela escrita.
Os meus livros também fazem parte dos meus planos futuros. Espero um dia tê-los a todos na minha própria biblioteca, na minha casa, como se todos os meus interesses estivessem reunidos num só espaço.
Sinto-me feliz por ser assim, por sempre ter sido assim. Toda a vida tive sede de aprender, e continuo a senti-la cada vez mais, sempre. É isso que alimenta a minha vida. É a aprender que encho os meus dias de cor.
Hoje não tenho espaço para tê-los. São tantos os livros, os autores e os temas que já passaram pelos meus olhos, que invadiram a minha alma, que preencheram os meus dias, que aguçaram a minha curiosidade.
Não tenho dúvidas de que muito daquilo que hoje sei foi graças ao amor que sempre tive pela leitura e pela escrita.
Os meus livros também fazem parte dos meus planos futuros. Espero um dia tê-los a todos na minha própria biblioteca, na minha casa, como se todos os meus interesses estivessem reunidos num só espaço.
Sinto-me feliz por ser assim, por sempre ter sido assim. Toda a vida tive sede de aprender, e continuo a senti-la cada vez mais, sempre. É isso que alimenta a minha vida. É a aprender que encho os meus dias de cor.
Nota: Para aqueles que gentilmente passam por este espaço e não sabem o que me oferecer, deixo a lista dos livros que eu gostava de adquirir:
- Escritos de Frida Kahlo de Raquel Tibol
- Diário de um Skin de António Salas
- Um ano no tráfico das mulheres do mesmo autor
- O segredo da Cartuxa de Paulo Moura
- Gomorra do Roberto Saviano
15.10.08
A vida é um CABARET
Berlim, anos 30
Ele é Cliff Bradshaw
Ela é Sally Bowles
Sejam muito bem vindos ao Cabaret da Vida.
Parabéns ao Teatro Maria de Matos.
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