4.2.10

O negro do Saxofone


O Club era amplo, escuro mas muito movimentado. As luzes incidiam sobre uma plataforma com vários músicos ao vivo, djs e duas vozes femininas que trocavam palavreado embaladas pela mistura entre o jazz, soul, hip hop, funk, house e drum & bass. A proposta dos Wicked Jazz Sounds era simples :dançar com um sorriso. Subimos ao primeiro andar, o corpo já mexia, o som, começava a fluir.

Alto, pele cor de chocolate e da ponta dos cabelos até aos olhos tudo era negro. O típico saxofonista que podia ser americano mas é, provavelmente, holandês. Os dedos compridos deslizavam por cada um dos 26 orifícios e contagiavam os meus ouvidos. Fecho os olhos. O som aproxima-se. A sonoridade parecia-me uma atracção fatal à qual não conseguia resistir. Ele estava ali, eu sentia cada um dos seus sopros. Embebido na música, sereno, de olhos adormecidos e apaixonados. Uma jovem mulher observa a sua chegada, aproxima-se, posiciona-se com um olhar atraente e interessado e pergunta-lhe qualquer coisa, Seguia-se um último sopro de olhar fixo sobre a jovem mulher e uma pausa com Whisky e cigarros para sorrir. Ao longe, a música abafa a conversa dos dois. Parecia um flirt com cena de cinema à mistura.

No ar ficava um pause e a sedução. Os meus olhos, semi-abertos, ainda estavam absorvidos pelo som das notas. Encantaram-se ao sabor da música que se fazia. Ele despede-se, sorri, volta, para junto de nós, com o saxofone ao peito, cada vez mais perto de nós. Abro os olhos, lá estava ele.

1.2.10

Cai neve em Amesterdão



sneeuw

19.1.10

Ano Novo, Vida Nova.


"Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar"

António Variações.




* Este ano decidi fazer jus a esse famoso cliché e é por isso que daqui a poucos dias estarei a escrever-vos dos países baixos.
Até já!

16.1.10

Declara-se....


Oficialmente aberta a época de despedidas.

31.12.09

I gotta feeling for 2010



A todos os que passam por aqui desejo um Feliz Ano Novo!
Entrem com os dois pés!

6.10.09




29.9.09

A minha relação com a blogosfera

Há uns dias atrás vi um programa do Mundo das Mulheres (passo a publicidade) que falava sobre a blogosfera, a relação que os bloggers têm com o seu blogue, com as pessoas que o visitam, que tipo de necessidade têm para alimentar o blogue. Ao ouvir todos os convidados, pus-me a pensar em algo que muitas vezes já tinha reparado mas nunca aqui partilhado convosco.
Confesso que não sei bem que tipo de relação tenho com este blogue e muito menos com a blogosfera. Comecei por escrever porque me agradava a ideia de ter um blogue, de partilhar ideias, de escrever sobre coisas que me irritam, enfim, de ter voz na multidão cibernaútica. Depois essa ideia foi-se desvanecendo pela falta de adesão ao blogue, porque não compreendia e não compreendo determinados fenómenos que acontecem por aqui. Passo a explicar.
Normalmente os blogues que eu acho completamente desinteressantes, são os blogues que toda a gente comenta. Sinto que as pessoas procuram nos blogues a futilidade, e a "diarreia cerebral" que a televisão já não satisfaz ou a desculpa de que os tempos são outros e portanto há necessidade de se introduzirem nas novas tecnologias.
Os blogues que falam directamente sobre vida pessoal, moda, amor, dietas, são os mais comentados, sendo que não consigo perceber qual é o interesse de visitar um blogue para saber a vida de uma pessoa que não conhecemos ou provavelmente nem vamos conhecer, assim como também não percebo quem só escreve sobre a sua vida, roupas, sapatos ou penteado novo. Outro fenómeno que me tenho dado conta é do sucesso dos blogues que são sarcásticos, humorísticos, ou que roubam um sorriso, nem que seja com a frase mais estúpida de sempre. Julgo que se determinado blogger, conhecido por ser engraçado, escreve qualquer coisa vai sempre ter cem comentários ou mais só porque foi a tal ou o tal que escreveu.
Apesar de conseguir compreender melhor este último fenómeno das pessoas procurarem blogues que as fazem rir, considero estúpido comentar um blogue só porque a pessoa disse x e que por acaso até não tem piada nenhuma. São esses próprios bloggers que admitem que os seus blogues são fúteis, idiotas, que escrevem parvoíces e mesmo assim continuam a ter multidões a segui-los. Isso é algo que me deixa, realmente, a pensar.
Por outro lado, os blogues que eu acho interessantes, que estão bem escritos, que contam histórias, que promovem iniciativas, que nos ensinam qualquer coisa, raramente são lidos e acreditem que não é pela falta de qualidade na escrita. Não consigo explicar-vos o porquê de isto acontecer.
Posto isto, não sei muito bem qual é a minha relação com o meu blogue. Às vezes apetece-me escrever muitas coisas, contar histórias de pessoas, pôr uma fotografia que me diz muito, contar aventuras e desventuras mas perco a motivação porque, regra geral, esses blogues não têm sucesso. É por isso que muitas vezes deixo o meu ao abandono, sem notícias, sem histórias, sem nada porque não há adesão, feedback, reacções e nem sempre tenho a capacidade e a vontade de escrever para me sentir melhor ou para partilhar convosco. Também tenho sempre a opção de escrever por escrever sem pensar muito nisso e acho que é isso que tem mantido o aquiháconversa por estas bandas.
Conto convosco para apareçam por aqui e pode ser que este canto ressuscite.
 

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