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15.9.09
30.6.09
Uma enorme perda para a dança
1940 - 2009
Estas mortes repentinas e inesperadas estão a dar cabo de mim.
Esta foi o culminar de todas.
O ano passado tive a oportunidade de ir vê-la e infelizmente, por motivos profissionais, não pude ir.
Comentei muitas vezes que podia ser a primeira e a última oportunidade de ver a coreógrafa de Café Muller. No fundo sentia que nunca iria ver este ícone da dança.
Estou muito triste por isso e por ela.
Mais pormenores aqui
25.6.09
8.3.09
Mulher tão frágil quanto Poderosa

[ Tela a óleo de Dalia Condis]
Porque, hoje e sempre, é importante homenagear as mulheres que fizeram a história do mundo, tive o atrevimento de dar voz ao perfil de uma Grande Mulher. Descubram quem é esta força da natureza.
Uma mulher comum a tantas outras e igual a ela própria.
6.3.09
5.3.09
Uma vida ao ritmo do amor
O amor não escolhe idades. Essa é uma verdade de que nos fala D.Dores, a idosa mais velha daquele lar. Tem 105 anos. - “Vou fazer 106 no dia 28 de Maio”.
A pele é branca e lisa. É muito vaidosa, bem disposta e vivida.
- “Passeava muito, muito, em Lisboa. Vi óperas, museus. Os meus maridos explicavam-me tudo”.
Teve uma vida amorosa diversificada e com luxos.“Fui casada duas vezes”, conta-nos ela; e não se ficou pelos amores da sua terra, Évora.
Assim que foi viver para a residência, D. Dores, arranjou um namorado. Voltou a sentir o amor.
- “Era o Humberto, era meu companheiro da mesa, comíamos sempre os dois, gostava muito dele, partia a comida para ele porque ele não conseguia, e eu dava-lhe, era a minha companha" .
D. Dores não deixou herdeiros e também não se consegue lembrar o que fazia para nunca os ter tido. Diz-se pelos corredores que por ser uma mulher muito avançada para a época mandava vir pílulas da América. Uma versão que a própria contou quando estava mais lúcida.
- "Apesar de brincar muito com o meu marido, nunca tive filhos”, mas segundo D.Dores “não tinha de os ter”. “Queria era passear e experimentar os vestidos que o meu marido, que era alfaiate, me fazia”.
A vida digna de uma verdadeira rainha não ficava por aqui.
- “Não trabalhava, nem o serviço da minha casa fazia! Tinha uma mulher para me fazer o serviço todas as semanas”.
Na residência todos sabem que adora cantar. E eu testei-lhe o potencial. A idade já não permitia grandes afinações mas pareceu-me que em tempos podia ter sido um talento promissor.
D.Dores viveu sempre ao ritmo do amor. Um marido aqui, outro acolá e até na última fase da sua vida um namorado que foi à sua frente.
Do seu trono fica a lembrança dos amores que lhe preencheram a vida.
- “Fui muito estimada pelos meus maridos, eram santos homens!”.
- “Passeava muito, muito, em Lisboa. Vi óperas, museus. Os meus maridos explicavam-me tudo”.
Teve uma vida amorosa diversificada e com luxos.“Fui casada duas vezes”, conta-nos ela; e não se ficou pelos amores da sua terra, Évora.
Assim que foi viver para a residência, D. Dores, arranjou um namorado. Voltou a sentir o amor.
- “Era o Humberto, era meu companheiro da mesa, comíamos sempre os dois, gostava muito dele, partia a comida para ele porque ele não conseguia, e eu dava-lhe, era a minha companha" .
D. Dores não deixou herdeiros e também não se consegue lembrar o que fazia para nunca os ter tido. Diz-se pelos corredores que por ser uma mulher muito avançada para a época mandava vir pílulas da América. Uma versão que a própria contou quando estava mais lúcida.
- "Apesar de brincar muito com o meu marido, nunca tive filhos”, mas segundo D.Dores “não tinha de os ter”. “Queria era passear e experimentar os vestidos que o meu marido, que era alfaiate, me fazia”.
A vida digna de uma verdadeira rainha não ficava por aqui.
- “Não trabalhava, nem o serviço da minha casa fazia! Tinha uma mulher para me fazer o serviço todas as semanas”.
Na residência todos sabem que adora cantar. E eu testei-lhe o potencial. A idade já não permitia grandes afinações mas pareceu-me que em tempos podia ter sido um talento promissor.
D.Dores viveu sempre ao ritmo do amor. Um marido aqui, outro acolá e até na última fase da sua vida um namorado que foi à sua frente.
Do seu trono fica a lembrança dos amores que lhe preencheram a vida.
- “Fui muito estimada pelos meus maridos, eram santos homens!”.
* Soube hoje que a D. Dores já faleceu.
** Excertos da nossa conversa em 2007.
5.1.09
Mistério Resolvido
Todas as noites à mesma hora lá estava ele. O passeio habitual do cão era a desculpa que escondia uma atitude um tanto suspeita. Ao telemóvel sussurrava palavras que não se compreendiam. Quando estas eram perceptíveis e ele se apercebia, rapidamente fugia do caminho. A cabeça com os poucos cabelos grisalhos só se levantava para dizer um fugaz "Boa noite". Um sorriso tremido e pouco mais. É assim que vejo o meu vizinho do 6º andar de há uns meses para cá. Cada qual na sua vida. Eu a despejar o meu lixo e também na saída nocturna diária, ele com uma atitude que me despertou muita curiosidade.
Não é que eu tenha alguma coisa a ver com a vida íntima dele. Até nem sou pessoa de me meter em tais vidas. Mas as dúvidas deram origem a conversas e apostas por brincadeira. Estaria ele a falar com a amante mesmo à porta do prédio? Será que era UM amante? Era só um telefonema à prima ou à irmã? Estaria o meu vizinho envolvido em grandes redes criminosas? Ou será ele o dono de um luxuoso bordel? Já tudo se dizia e nada de resolver este grande enigma. Eu tinha para mim que ele tinha uma amante. Mesmo aqui, nas barbas da mulher. Quando desciam os três do elevador, ele, a mulher e o filho, pareciam ser um ideal de família feliz que desfilava orgulhosamente o rebento prodígio de sardas e cabelo preto em pé. Mas afinal, "só dentro de um convento é que se sabe o que vai lá dentro".
Hoje, ainda de olhos remelados, de olhar alienado e ouvidos absorvidos pela música que o meu IPOD consumia, entrei no comboio que faz viagem até Lisboa. Levanto levemente a cabeça e eis que me apercebo que o meu vizinho também estava no meu compartimento. Ele não me viu, estava distraído. Eu é que ainda não tinha percebido porquê. A pessoa que me estava a deixar numa lata ensardinhada saíu na primeira paragem, mas o meu vizinho lá continuou. Eis quando de visão completa vejo o senhor enrolado com uma mulher no comboio. Em plena luz do dia. De fácil acesso a qualquer olhar menos desejável. É loira, de cabelos aos caracóis e mais magra que a respectiva mulher. Tenho é sérias dúvidas que seja mais simpática. Mistério Resolvido.
Não é que eu tenha alguma coisa a ver com a vida íntima dele. Até nem sou pessoa de me meter em tais vidas. Mas as dúvidas deram origem a conversas e apostas por brincadeira. Estaria ele a falar com a amante mesmo à porta do prédio? Será que era UM amante? Era só um telefonema à prima ou à irmã? Estaria o meu vizinho envolvido em grandes redes criminosas? Ou será ele o dono de um luxuoso bordel? Já tudo se dizia e nada de resolver este grande enigma. Eu tinha para mim que ele tinha uma amante. Mesmo aqui, nas barbas da mulher. Quando desciam os três do elevador, ele, a mulher e o filho, pareciam ser um ideal de família feliz que desfilava orgulhosamente o rebento prodígio de sardas e cabelo preto em pé. Mas afinal, "só dentro de um convento é que se sabe o que vai lá dentro".
Hoje, ainda de olhos remelados, de olhar alienado e ouvidos absorvidos pela música que o meu IPOD consumia, entrei no comboio que faz viagem até Lisboa. Levanto levemente a cabeça e eis que me apercebo que o meu vizinho também estava no meu compartimento. Ele não me viu, estava distraído. Eu é que ainda não tinha percebido porquê. A pessoa que me estava a deixar numa lata ensardinhada saíu na primeira paragem, mas o meu vizinho lá continuou. Eis quando de visão completa vejo o senhor enrolado com uma mulher no comboio. Em plena luz do dia. De fácil acesso a qualquer olhar menos desejável. É loira, de cabelos aos caracóis e mais magra que a respectiva mulher. Tenho é sérias dúvidas que seja mais simpática. Mistério Resolvido.
27.3.08
25.3.08
Moral da história
Mário e Sílvia há muito que não tinham notícias da mãe de Mário e muito menos contavam que esta avisasse que iria passar o Natal com a família. Ela que há muitos anos tinha decidido correr meio mundo com o seu novo namorado, um bailarino "alguns" anos mais novo que entretanto trocou por um motoqueiro russo, Lucas. Embora não houvesse grandes alterações a fazer naquela casa, pois o filho não tinha irmãos, a nora não falava com o irmão devido às preferências sexuais do mesmo. O casal não deixou de mostrar o seu incómodo quando a avó beijava com despudor o motoqueiro, falava sobre sexo com a neta, Maria, ou contava à mesa experiências que tinha tido ao longo da vida. Na noite de Natal estavam a mãe, o pai, a filha adolescente que não conhecia a avó, o motoqueiro e a avó, uma excêntrica mulher que trazia como presente inúmeras histórias da sua vida e as suas fotos de polaróide. Mas a Avó não estava ali para criar nenhum conflito. A Avó estava a viver os seus últimos dias com uma doença em fase terminal e queria chegar a tempo de ver o filho para que este compreendesse as escolhas que ela fez para a sua vida. Pouco tempo depois de chegar à casa de Mário, a Avó torna-a sua, parecendo que sempre esteve ali. Tudo o que viveu, deu-lhe uma postura: a vida é uma festa que merece ser, a todo o instante, celebrada. E o melhor presente que ela lhes podia dar, era aproveitar cada minuto do seu tempo...
17.10.07
Há lá coisas...
O Faustino é um sortudo. Vocês não o conhecem, mas ele é um bom rapaz, de descendência cabo-verdiana, podia ter ido desta para melhor, mas não.
Pois que um grupo de nazis decidiu que a melhor maneira de eliminar esse vulgo cidadão que se diz ser preto, atando o pobre coitado a uma linha de comboios! Sim meus amigos, uma linha de comboios, com direito a barulho estrondoso, morte imediata e afins.
Acontece que o Faustino quis lhes dar uma lição. Então com a sua sorte e carisma afro, já temia pela sua vida, quando descobriu que nesse dia era a greve da CP!
Parece uma anedota, mas é verídico, o faustino esteve lá e quase que morreu de susto!
Pobre coitado! Há gente que sofre...!
Pois que um grupo de nazis decidiu que a melhor maneira de eliminar esse vulgo cidadão que se diz ser preto, atando o pobre coitado a uma linha de comboios! Sim meus amigos, uma linha de comboios, com direito a barulho estrondoso, morte imediata e afins.
Acontece que o Faustino quis lhes dar uma lição. Então com a sua sorte e carisma afro, já temia pela sua vida, quando descobriu que nesse dia era a greve da CP!
Parece uma anedota, mas é verídico, o faustino esteve lá e quase que morreu de susto!
Pobre coitado! Há gente que sofre...!
13.7.07
Luciana Abreu

A Luciana é a jovem mais falada de Portugal. O que nem sempre acontece por boas razões. Ontem tive a oportunidade de ver uma entrevista da "Flor" a uma estação concorrente e foram desvendadas situações que me fizeram repensar na atitude que eu e muitas pessoas têm/tinham em relação á Lucy, como carinhosamente lhe chamam os fãs.
Não entendo muitos comentários que leio acerca da Luciana, muitas pessoas detestam-na sem nenhum motivo aparente. A maior parte dessas pessoas nem sequer a conhecem e limitam-se a fazer um juízo acerca da sua maneira de ser.
É muitas vezes constrangedor e motivo de inveja quando alguém aparece na televisão,é conhecido por uma multidão, adorado e tudo sem fazer qualquer tipo de esforço para isso. Mas já se interrogaram o porquê disto ter acontecido? Não tenho qualquer pretensão de defender a Luciana seja do que for, acho que ela ganhou a sua própria auto-defesa. Ouvi a entrevista dela, conheci melhor a sua história de vida, comovi-me com muitas situações que lhe aconteceram. Ontem foi a ela, amanhã pode ser a um de nós. A Luciana veio bem lá de baixo, era pobre, muito pobre, e a pobreza também incomoda a muita gente. Normalmente àqueles que nunca a sentiram.
Eu também não adorava a Luciana, e não adoro. Limitei-me a avaliar aquilo que vi, a repensar nisto tudo e a concordar que a Luciana, teve a sorte que muitos desejavam ter. Mas eu acho que fez por merecê-la. Não sei se Deus existe ou não, às vezes gostava tanto de acreditar nisso como ela o faz, mas talvez tenha sido mesmo uma bênção sua por tudo o que esta "menina" já sofreu na vida.
Não pensem que a Luciana conquistou Portugal com um sorriso e meia dúzia de laçarotes, eu acho que conquistou com a sua humildade, sinceridade, persistência, trabalho e fé.
O T. foi a primeira pessoa que há muito tempo atrás me pôs em contacto com a antiga realidade da Luciana, mas eu fiz ouvidos moucos e não tive pena nenhuma dela, porque como leio em muitos comentários: " o que não falta em Portugal é gente a morrer de fome". Hoje penso que devia ter escutado melhor as suas palavras.
Desde ontem, que olho para a Luciana de outra forma e que valorizo a sua atitude. Não sou fã da sua música nem programa, mas reconsiderei a minha posição relativamente a ela.
Desejo sucesso à Luciana.
E quanto aos egoístas que por aí andam...já dizia o ditado: "o feitiço vira-se muitas vezes contra o feiticeiro".
Entrevista: http://www.youtube.com/watch?v=VcURHT24gdw
http://www.youtube.com/watch?v=4GnHUIBwQ4E
http://www.youtube.com/watch?v=GbrBEXIQu80
http://www.youtube.com/watch?v=48xxrOXUrgU
http://www.youtube.com/watch?v=hpEKweP5geg
http://www.youtube.com/watch?v=OqwaqCpPjNY
1.7.07
Depois de 10 anos...
Ninguém fica indiferente.
Uns amaram-na
Outros odiaram-na
A verdade é que por ambas as razões ainda permanece viva no íntimo de cada um de nós.
Paz à alma da Princesa do povo.
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