25.3.08

Moral da história




Mário e Sílvia há muito que não tinham notícias da mãe de Mário e muito menos contavam que esta avisasse que iria passar o Natal com a família. Ela que há muitos anos tinha decidido correr meio mundo com o seu novo namorado, um bailarino "alguns" anos mais novo que entretanto trocou por um motoqueiro russo, Lucas. Embora não houvesse grandes alterações a fazer naquela casa, pois o filho não tinha irmãos, a nora não falava com o irmão devido às preferências sexuais do mesmo. O casal não deixou de mostrar o seu incómodo quando a avó beijava com despudor o motoqueiro, falava sobre sexo com a neta, Maria, ou contava à mesa experiências que tinha tido ao longo da vida. Na noite de Natal estavam a mãe, o pai, a filha adolescente que não conhecia a avó, o motoqueiro e a avó, uma excêntrica mulher que trazia como presente inúmeras histórias da sua vida e as suas fotos de polaróide. Mas a Avó não estava ali para criar nenhum conflito. A Avó estava a viver os seus últimos dias com uma doença em fase terminal e queria chegar a tempo de ver o filho para que este compreendesse as escolhas que ela fez para a sua vida. Pouco tempo depois de chegar à casa de Mário, a Avó torna-a sua, parecendo que sempre esteve ali. Tudo o que viveu, deu-lhe uma postura: a vida é uma festa que merece ser, a todo o instante, celebrada. E o melhor presente que ela lhes podia dar, era aproveitar cada minuto do seu tempo...

1 comentário:

Pequenina disse...

Muito bem concebido. Parabéns a Marco d'Almeida, ao autor deste caso da vida.
É por estas e por outras que considero importante alargarmos os nossos horizontes e fazer as escolhas certas, no momento certo.

 

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